Pelo caminho tortuoso que outrora palmilhei
E pelas dores gloriosas que desde aí ultrapassei,
É imperativo gritar e lançar aos ventos as marcas tatuadas
Que os tempos vaticinaram às hordas ancoradas!
É cedo e cedo sinto ser o desembarque ritualístico
Que trago incrustado debaixo da minha pele,
E nem por nada deste mundo já de si meio artístico
Imaginei que um dia a dor se banhasse no mel.
Mas o mundo que chora ainda hoje lágrimas de sangue,
O mesmo mundo que olha o homem com a compaixão de um pai,
É, pois, a casa deste que tão pouca atenção lhe vota;
E as noites e o seu negro que as feridas do mundo lambe
São detalhes invisíveis à pequenez do ser que vai
Olhar apenas ao ego e ao desejo que a sua intelectualidade denota.
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