Oh mundo cristalino,
Que de ferocidade em ferocidade
Te vais tornando viperino,
Como se a noite na cidade
Te envolvesse na modernidade
Dos olhares incautos e assustados
Dos cândidos seres a que a mocidade
Destina para os fatais fados!
Nada é relevante se a fortuna se afastar
Se a bravata te fugir ou a isso intentar,
Lembra-te dos mestres estoicos
E dos seus preceitos,
A virtude é preferível ao prazer!
E por isso é imperativo a aceitação
Daquilo que o destino te oferecer.
É, pois, muito forte quem se guia pela razão!
Carece assim de justificação
Quem ao mundo oferece a sua visão,
Quem ao seu olhar oferece a razão
De abdicar na vida do cérebro pelo coração.
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